sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

QUANTO VALE UMA VIDA?


“Um cliente insatisfeito com o prazo do conserto do carro matou o dono da oficina mecânica no Guará Dois, cidade a 15 quilômetros de Brasília. O mecânico, de 56 anos, foi assassinado em frente à oficina dele às 15h com dois tiros, um na perna e outro no peito. O assassino, segundo a polícia, ficou irritado porque o mecânico atrasou o conserto do carro dele. O criminoso fugiu. A polícia vai analisar as imagens da câmera de uma loja.”
“Mais uma morte banal em restaurante. Dessa vez o crime ocorreu em Planaltina (DF), região administrativa a 40 km de Brasília. O dono de um restaurante foi morto na terça-feira, após reclamar a clientes por deixarem comida no prato. Josafá Pereira da Silva, 46 anos, era proprietário de um estabelecimento que cobra R$ 7,99 por almoço, mas pede que não haja desperdício. Esse fato foi mostrado hoje no Bom Dia Brasil. Na segunda-feira, dois homens almoçaram no restaurante, mas deixaram comida no prato. Eles voltaram na terça-feira, e o dono do local fez a reclamação. A dupla deixou o restaurante, mas voltou uma hora depois e matou o comerciante. Os suspeitos fugiram.”
“Um turista foi morto a facadas pelo dono de uma churrascaria na noite de segunda-feira (31), horas antes do Réveillon. Segundo informações da 5ª Companhia da Polícia Militar do Guarujá, o motivo foi uma discussão pelo valor da conta.
O caso ocorreu por volta das 19h30. O cliente, que não teve o nome divulgado, reclamou que a conta excedia em R$ 7 o valor da refeição exposto na entrada da churrascaria Casa Grande, que fica no bairro Enseada.
Funcionários começaram a discutir com o cliente. De acordo com a polícia, o turista deu um soco no proprietário. Ao ver o pai ser atingido, o filho, também dono do restaurante, golpeou o cliente com uma faca.
A vítima morreu no local. O autor do crime está foragido. O caso foi encaminhado para o 1º DP do Guarujá.”

Ultimamente, estamos sendo assolados por notícias destas quase que diariamente. Pululam no noticiário e nos deixam cada vez mais perplexos. Embora estejam se tornando corriqueiras, ainda assim conseguem surpreender e indignar o ser humano.
Às vezes, fazendo qualquer coisa, ao ouvir uma noticia assim, páro em frente a TV, abrindo e fechando a boca várias vezes, coração apertado e fazendo um sinal negativo com a cabeça.
Existe algo que justifique alguém dispor assim da vida do semelhante, por coisas tão corriqueiras, do dia-a-dia? É verdade que tem gente que nos tira do sério, mas daí a matar alguém por termos sido contrariados vai uma looooooooonga distância.

A banalidade destes homicídios chega às raias do surreal.
Nos Estados Unidos existe a proposta de se desarmar a população justamente por eventos como esses, em que um cidadão entra numa escola e dai disparando a torto e a direito, matando crianças e quem mais estiver em seu funesto caminho.
No Brasil, país do carnaval, do futebol, do samba, da cordialidade, da alegria, vivemos dilema parecido.
Por aqui ainda não se mata coletivamente, mas, nesse passo, não demorará a acontecer, a termos mais essa modalidade de crime.

No trânsito, num restaurante, numa oficina mecânica. Em qualquer lugar, a qualquer hora e por qualquer motivo, um cidadão decide sobre a vida do outro por motivo torpe, vil. Desnecessário.
O que as tensões do dia a dia, o orgulho, as frustrações, a sensação de poder que uma arma transmite, podem fazer e mudar completamente o destino de alguém.
Sem dúvida que um estudo mais aprofundado da sociedade doente que vivemos se faz necessário. Mas, ainda mais, medidas efetivas e rápidas se fazem necessárias com urgência!
Nosso excesso de pacifismo e acomodação não pode dar origem a assistirmos placidamente o descontrole da população.

Em alguns países, como os árabes, por exemplo, a punição de cortar a mão de quem rouba parece medieval, grotesca. Mas eles só conseguiram conter os ânimos dos reincidentes com medidas punitivas severas. Japoneses também tem códigos próprios que funcionam.
Nem tanto ao mar, nem tanto à terra, eu diria. Mas precisamos ao menos analisarmos e buscarmos alternativas pra que crimes banais não se tornem ainda mais banais, anestesiando nosso bom senso.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

O PODER


O poder é uma coisa que encanta muitas pessoas, senão a maioria. Uso como frase de rodapé dos meus e-mails, ultimamente, a seguinte: "Quase todos os homens são capazes de suportar adversidades, mas se quiser por à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder." (Abraham Lincoln)
Não tenho certeza se foi o próprio Abraham Lincoln quem disse isso, mas gostei da frase, por que ela traduz uma verdade. E cada vez fico mais surpresa com o que as pessoas são capazes de fazer em nome do poder.
A última é a do presidente da Venezuela, Hugo Chaves.
Ele tem câncer, fez várias cirurgias e agora está internado, depois da última, em Cuba.
Li, com assombro e indignação, na internet, o seguinte:
“O presidente reeleito da Venezuela, Hugo Chávez, não poderá estar no próximo dia 10 em Caracas para tomar posse no seu novo mandato, pois ainda se recupera em Cuba de uma nova cirurgia contra um câncer, disse seu governo na terça-feira, em carta à Assembleia Nacional... A constituição venezuelana prevê que o mandato presidencial começa em 10 de janeiro, e a oposição exige o cumprimento da norma que especifica que uma junta médica deve decidir se Chávez tem condições de assumir o cargo, ou se uma nova eleição deve ser convocada....A oposição venezuelana também pediu na terça-feira que os demais presidentes latino-americanos não apoiem a intenção do governo de adiar a posse do novo mandato. Marco Aurélio Garcia, assessor de assuntos internacionais da Presidência brasileira, revelou na segunda-feira que o Palácio do Planalto apoia os planos do governo venezuelano de adiar a posse.”
Como pode isso??!! Já acho um disparate que o governo Venezuelano se preste a isso, mas nós, representados pela Dilma, também??!! Como podem desrespeitar assim a própria Constituição? Fico abismada com o que as pessoas são capazes de fazer pelo Poder...O Presidente (?) da Síria também é outro que não quer 'largar o osso', como se diz. O país está sob sua tirania há 12 (!) anos. Ele foi eleito por um referendo, após a morte de seu pai, ocorrida em junho de 2000. E reeleito em 2007, pelo mesmo referendo. Nas duas vezes era o único candidato. Hoje o país está em Guerra Civil, e ele quer continuar no poder, mas nem o povo, nem a comunidade árabe, nem os Estados Unidos querem que isso aconteça. O Canadá, os EUA e a união Européia já adotaram sanções contra a Síria. Não sou habilitada para discutir política, mas quis ilustrar aqui os últimos acontecimentos que tem me deixado cada vez mais perplexa. Os ditadores são pessoas que não aceitam a transição do Poder, abandonar seus cargos. Eles estão presidentes, mas não são presidentes, como gostam de achar. O Poder exerce um fascínio que cativa e ilude a muitos. Quanto mais vaidade e orgulho, mais a ambição pelo poder e a consequente dificuldade em abandoná-lo. O poder é uma extensão de suas personalidades. Normalmente, para que se consiga que um tirano abandone o Poder, só com violência, infelizmente. Dificilmente algum deles aceita passivamente a transição. E a tirania é, para mim, a pior forma de coação. Impor que alguém dirija os destinos de muitos, usando de métodos cada vez mais escusos, me deixa revoltada, indignada. Essa história do Chaves, agora, parece piada, mas não é. Dizem até que ele está em coma induzido. Eles são capazes de fazer um moribundo governar o país!! Meu Deus!! E tiranos não existem apenas no governo de nações. Existem em pequenas empresas, no comércio e até mesmo no próprio lar! Pesquisando sobre o assunto, podemos compreender melhor através do trecho abaixo:
Com “Le Discours de la Servitude Volontaire” (1552), compreendemos que a gênese da desumana opressão exercida pelos poderosos aos menos favorecidos é atemporal e universal. Escrita como um mero panfleto militante, aos 16 ou 18 anos pelo Pensador francês Etienne de La Boétie, enquanto estudante de Direito, esmiúça os porquês que levam a multidão a se permitir escravizar, cega e voluntariamente, a se dispor a servir. Para La Boétie, é o povo que se sujeita e se degola; que, podendo escolher entre ser súdito ou ser livre, rejeita a liberdade e aceita o jugo, consente tal mal e até o persegue. Como ocorre esse processo é sobre o que o autor se debruça. Etienne esclarece que o tirano obtém seu poder com a conivência do próprio povo subjugado e que a este bastaria decidir não mais servir, recusar-se a sustentá-lo para que se tornasse livre. Ao esmiuçar os meandros da servidão, revela como está em nós enraizada a vontade de servir, apesar de existir em nossa alma um germe de razão produtor da virtude (desde que alimentados pelos bons costumes e bons exemplos) e de que a própria natureza é justa (pois para esta, nenhum ser humano pode ser mantido em servidão). Os próprios animais prezam a liberdade e se recusam a servir; quando o fazem é por imposição. Para consolidar a nova tirania e aumentar a servidão, afastam toda e qualquer idéia de liberdade presente no espírito do povo. Em resumo, independente de como chegam ao poder, o modus operandi é quase sempre o mesmo: os conquistadores vêem o povo como uma presa a ser dominada; os sucessores como um rebanho que naturalmente lhes pertence e, por fim, os eleitos tratam-no como bicho a ser domado. A primeira razão da servidão voluntária é o HÁBITO. Por hábito, somos ensinados a servir, nos escravizamos. É o costume que, à medida em que o tempo passa, nos leva não somente a engolir, pacientemente, os sapos venenosos da escravidão, mas até mesmo a desejá-lo. Sendo assim, de se nascer servo e ser criado na servidão decorre naturalmente a segunda razão da servidão voluntária: a COVARDIA! Sob a tirania (mesmo que disfarçada), necessariamente os homens se acovardam, se escravizam. Discorrendo sobre a terceira razão da servidão voluntária, a PARTICIPAÇÃO NA TIRANIA, La Boétie aponta quem são os interesseiros que se deixam seduzir pelo esplendor dos tesouros públicos sob a guarda do tirano, os que, em conluio, garantem e asseguram seu poder.
É um trecho relativamente extenso, mas muito auto-explicativo. Por isso, deixo a cada um entregue às suas próprias conclusões e reflexões...





quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

MAS É O FIM DO MUNDO!!




Faltam apenas dois dias para o fim do mundo. E aí?
Ontem ouvi na TV a pergunta “o que você faria se faltassem apenas três dias para o fim do mundo?”
Minha resposta, depois de muito pensar: NADA. Ponto. Nada, ué!
Pensei que se o mundo fosse mesmo acabar (e eu disse fosse), nada mais teria importância depois disso. Sou espírita e tenho toda uma filosofia de vida após a morte, etc. Então, não tenho medo da morte em si, mas do sofrimento que leva à morte. Mesmo que seja rápido, isso me deixa receosa.
Mas, falávamos sobre o fim do mundo. É muito estranho pensar nisso como uma verdade.
Trato, como a maioria, na gozação. Me divirto com a possibilidade, justamente por não acreditar nela.
Tem muitas coisas que ainda não fiz e não seria em 3 dias que faria, por N motivos.
Acho que dá, no máximo, pra fazer uma auto avaliação, uma reflexão de vida, mas não no sentido de mea culpa e sim, de avaliação mesmo, de recapitulação de bons e maus momentos.



Fico pensando naquelas pessoas que realmente acreditam que o mundo irá acabar e estão se preparando, achando-se os grandes visionários. Que decepção (?!) ao ver que o mundo irá continuar, os problemas ainda estarão lá na manhã seguinte, e em muitos casos, ainda aqueles que foram criados justamente por a pessoa acreditar nisso e vender tudo, etc.
Acredito que interpretaram a profecia ipsis literis.
Acredito que o mundo irá, sim, passar por transformações, com a chegada de espíritos mais evoluídos. Os que nada aprenderam ainda, não mais reencarnarão e os 'novos' trarão uma nova mentalidade para a Terra. Do jeito que está, estamos mesmo caminhando para o fim do mundo.



Acho que a Terra viverá uma nova fase, que provavelmente começou no início deste século. O ano de 2012 é apenas uma data aproximada de uma coisa que pode, inclusive, já estar em andamento há alguns anos.
E, se o mundo fosse mesmo acabar, de nada adiantaria nossa preocupação e/ou preparação, estocando água, comida, construindo bunkers, etc.
As pessoas que assim pensam, se sentem privilegiadas por pensarem mais à frente, por se precaverem, por se sentirem eleitas para repovoarem o novo mundo que restaria, certamente depois de suas ingênuas preparações.


Acho que se o mundo irá acabar ou não ( e olha que lhes dou o benefício da dúvida!), o melhor a fazer é se auto avaliar, fazer projetos, planos para o futuro, seja ele onde ou como for.
Usar essa desculpa de “fim do mundo” para repensar sua vida, suas estratégias até aqui, o que deu certo, o que não deu, o que poderá dar...
Fazer realmente um divisor de águas, tal como fazemos todo fim de ano, quando apenas uma noite nos separa de outro ano e fazemos disso um grande evento, comemorando, fazendo promessas, planos, juras.
E usar esta encarnação para realmente aprender mais sobre si mesmo, sobre o outro, sobre a vida. Não apenas viver, mas saber por que vive.
Pense que esta oportunidade de fim do mundo não ocorrerá duas vezes (por motivos óbvios). Então, planeje 2013 e o resto de sua vida com muita atenção e cuidado.
Se não acontecer, como o fim do mundo, não se aborreça, apenas corrija a rota...



segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

HO-HO-HO


 
 
Era domingo. Início de Dezembro.

Mal a tarde se iniciava e já fazia muito calor. E ainda nem havíamos chegado ao verão!

Naquele shopping (?), ao final do corredor de entrada, logo a esquerda, um trono encostado à parede. Um homem, vestido de vermelho, barba branca e suando em bicas estava sentado nele. O tal homem, idoso, na verdade não estava exatamente ‘sentado’, mas escorado naquele trono. Segurava a cabeça com uma das mãos e parecia que respirava com dificuldades. As pernas, esticadas, e o sofrimento estampado em sua face afogueada, rubra, em função do calor que devia estar sentindo. Era Papai Noel.

Papai Noel??!! Sim, ele mesmo. As lojas mal haviam sido abertas, o público ainda chegava, tímido (provavelmente deveriam estar se refrescando numa praia ou em frente ao ar condicionado ou ventilador).

O nosso Papai Noel aguardava pelos seus pequenos fãs, mas podia-se notar que sofria horrivelmente naquelas roupas quentes, naquele corredor mais quente ainda e não parecia ter a menor disposição de receber ninguém, ainda mais por uma tarde inteira.

Senti muita compaixão por aquele velhinho que, para ganhar um extra, se dispunha a enfrentar horas sentado naquele calorão, ouvindo crianças e mais crianças, algumas assustadas, outras chorando e outras certamente puxando-lhe as barbas (neste caso, me pareceu serem reais).

Saí dali pensando nas tradições e na sua incoerência. Sou uma pessoa muito prática e sempre questiono aquilo que fuja do coerente.


Pensei que adotamos, aqui no Brasil, muitas tradições que nada tem a ver com nosso clima ou costumes, ou mesmo cultura. O Natal é uma delas.

Natal, na verdade, é a comemoração do nascimento de Jesus Cristo para os cristãos. Adotamos, porém, a outra versão para ele, que tem a ver com os povos nórdicos, onde um velhinho bondoso, que gostava de distribuir presentes em certa época, chamado Santa Claus, simboliza essa troca, a bondade, etc.

O dito velhinho, usava uma roupa vermelha e quente.
 
Justifica-se, pois ele morava em um lugar muito frio. Mas para quê ele usar vermelho aqui no Brasil? Moda? Não. Por causa da nossa neve em Dezembro, pleno verão?

E as pesadas botas, as luvas, o gorro (!) e o casacão, em veludo (!!) ? Certamente para enfrentar esse tempo que faz aqui nessa época...

“Ah, mas ele vem do Pólo Norte”, justificam. Fala sério!!
 
 
O que mais vemos por aí, são papais noéis encharcados pelo calor de dezembro, do verãozão que se inicia, na base, dos 30/35 graus. E de luvas!!

Os pobres (e agora mau-humorados) ‘velhinhos’, vez ou outra puxam a máscara ou barba falsa para se refrescarem. Em frente às lojas, muitos sacodem sinos para chamar clientes e ao mesmo tempo, se abanam (até mesmo com o próprio sino! Vale tudo!).

É penoso ver que uma tradição não tenha se adaptado ao clima tropical do nosso país e obrigue a todos a essa incoerência.

E as frutas secas, nozes, rabanadas, panetone e demais guloseimas, bem calóricas, energéticas, pra enfrentarem os dias quentes que faz nessa época. Para os países frios faz todo sentido, mas...aqui??!!
 
 

Nos comerciais na tv, vi outro dia uma menina brasileira, vestida numa linda camisola xadrez, de flanela (!!), e que deitava-se em frente a uma lareira, num pequeno sofá, para esperar pelo Papai Noel. Pode??!! Lareira? Flanela? No verão??!!

É inacreditável como até hoje não se questionou isso e procurou-se mudar, adaptar ao nosso clima. Talvez até alguém questione, mas quem de direito (os lojistas talvez), não mudam (por que senão ‘não terá a cara do natal’, certamente pensam) a tradição e criam uma nova cultura. Pode-se perfeitamente comemorar o natal da mesma forma, de maneira mais correta, sem tanto sofrimento e certamente, muito mais inteligente.

Ou será que se a tradição tivesse sido iniciada aqui o nosso papai Noel tropical, de bermudas, camisa floral, chinelos, seria adotado nos Estados Unidos, em pleno inverno? Será que teríamos por lá, papais noéis tremilicantes, congelando no frio extremo que faz nessa época do ano nesse país?

De qualquer modo, com frio ou calor, tenha um

FELIZ NATAL !!!


 

 

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

ESSE CARA SOU EU




A última música do Roberto Carlos tem agradado ao público, mas suscitado discussões. Ela é tema na novela das 21:00h e, portanto, excessivamente executada na trama e nas rádios.
Gosto muito da letra e também da melodia. É uma música romântica que traduz o sentimento de toda mulher romântica.
Destaco da letra os trechos que dizem: “...Está do seu lado pro que der e vier”...(companheiro, cúmplice), “...Seu melhor amigo...”(a amizade vem antes do amor; é ela que fundamenta e justifica muitas vezes uma relação),“...O cara que ama você do seu jeito...”(aceitação, compreensão)“...Que enxuga seu pranto quando você chora...” (solidário, protetor, amigo)“....O cara que sempre te espera sorrindo...” (que valoriza o ser amado, que demonstra sentimentos, amizade) e “...Que abre a porta do carro quando você vem vindo...”(educado, gentil, cavalheiro)





Não importa! Quem está à procura do seu príncipe (ou já achou) quer sempre a mesma coisa: romantismo acima de tudo.
Um relacionamento amoroso é composto de muitos nuances, mas o fundamental é ter romantismo, por que é isso que dá a graça na relação, o charme, a mantém viva.
Mesmo as mulheres mais independentes gostam de ser mimadas, paparicadas, protegidas...
E por que esse romantismo, muitas vezes, só acontece durante o namoro e/ou noivado? Por que acaba quando chegam ao casamento?
Outro dia, eu estava à mesa com meu irmão e sua noiva. Estão juntos há bastante tempo e ele sempre foi um lord com ela (como costuma ser com as mulheres em geral, diga-se de passagem).
Ele foi servi-la e ela se apressou em servir-se. Percebi que ela fez isso por amor, por delicadeza, por não querer atarefá-lo ainda mais. Eu, então, comentei bem humorada, que ela deveria aproveitar enquanto ele ainda faz isso, por que depois de casados, a coisa certamente irá mudar.
Ela me olhou com surpresa e depois olhou para ele de volta, meio assustada. Ele apenas sorriu, entendendo a brincadeira e o quanto de verdade existe nessa observação de um casal.




Com aquela expressão ela parecia nos dizer que nunca tinha pensado que ele algum dia mudaria esse jeito tão romântico, delicado e gentil de ser. Parecia que nunca tinha lhe passado pela cabeça que ele pudessem ter uma relação diferente daquela que têm tido todos esses anos, como se ficassem congelados no tempo de namoro e noivado, com suas personalidades estáticas, sempre iguais (me lembrei agora do filme “A vida em preto e branco”, em que tudo é sempre lindo, previsível e ingênuo).
Mas voltando à pergunta: o que muda depois do casamento, para que o romantismo se perca? É uma pergunta velha, batida e tem muitas respostas. Os casados certamente falarão com mais segurança de algo que conhecem, mas penso que qualquer pessoa está apta a ter um parecer, um diagnóstico, apenas observando os outros.

O que todos dizem é que a rotina, a falta de novidades, a conquista que já foi feita, a intensa convivência, tudo isso faz com que não haja mais interesse em cercar o parceiro/a, a relação em si, de cuidados. É como se o romantismo fosse uma bobagem.
Mas, o que é o romantismo, afinal? Busquei na internet uma forma de defini-lo e encontrei dicas que achei interessantes:
“Como ser romântico: 1. Seja criativo na hora de personalizar um gesto. Um dos instrumentos mais eficazes de romance é conhecer verdadeiramente seu parceiro. Descubra o que ele ou ela gosta e quer. Quanto mais você souber, mais você poderá personalizar o romance. Rosas vermelhas no dia dos namorados pode ser tradicional, mas raramente são românticos, especialmente se você comprar as mesmas rosas vermelhas todos os anos. Em vez disso, tente personalizar o gesto, não apenas num feriado. 2. Arrume tempo para ficarem sozinhos. Um romance precisa de um tempo para o casal, longe da rotina e pressões diárias. É possível ser romântico em uma casa cheia de crianças, mas é necessário mais trabalho. Às vezes, você só precisa sair de casa e passar o tempo conversando e tocando um ao outro.
3. Considere um pouco de competição. Quem é a pessoa mais romântica na sua relação? É você ou o seu cônjuge? Se você precisa insuflar o romance, experimente um pouco de competição. Crie planos e presentes para estarem juntos e compitam para ver quem tem a melhor idéia. Não deixe que a concorrência ser muito acirrada, mas lembre-se que um pouco de competição pode ser saudável e você pode ficar mais motivados a ser romântico. 4. Seja sincero. Se você não sentir romance, não tente fingir. A falta de sinceridade é mais desoladora do que o desinteresse. Seja justo com a pessoa em sua vida sendo sincero no seu romance. Não faça coisas que você não sente só porque você acha que deve. Qualquer um pode ser romântico. Se você ama seu parceiro e quer mostrar o quanto, considere seguir estes passos. Adicione um pouco de romance ao seu relacionamento e você pode reacender a chama”. (Fátima Calado)




Assim, podemos perceber que não é difícil fazer pequenos agrados no dia-a-dia, surpreender e valorizar quem você gosta. Isso aproxima um casal. Quando um dos dois não é assim e o outro é, é necessário a conversa, por que quem é romântico se ressente de ser sempre ele a agradar o parceiro e nunca receber nada. A troca faz parte. É como se a pessoa que recebe e não tem iniciativa, nem mesmo para corresponder, não desse a devida importância ao outro. É como se passasse essa mensagem, através da ausência de um ato mais generoso, delicado. Talvez demonstre seu amor de outras formas, mas o romantismo deveria fazer parte de toda relação.
E nunca acabar...


sexta-feira, 19 de outubro de 2012

HÉROIS



Você tem (ou teve) um herói?
Normalmente, é na infância que elegemos nossos heróis. Primeiramente podem ser os pais ou pessoas próximas e depois os dos desenhos animados, histórias em quadrinhos, filmes de ação.
Herói é aquele coisa meio mítica, meio irreal, que faz parte de nossas fantasias. Escolhemos esse ou aquele por representar qualidades que nós temos (e não sabemos) ou que gostaríamos de ter algum dia.
A wikipedia traz uma definição bem interessante:

Herói é uma figura arquetípica, que reúne em si os atributos necessários para superar de forma excepcional, um determinado problema de dimensão épica. Do grego ‘hrvV, pelo latim heros, o termo herói designa originalmente o protagonista de uma obra narrativa ou dramática. Para os Gregos, o herói situa-se na posição intermédia entre os deuses e os homens, sendo, em geral filho de um deus e uma mortal (Hércules, Perseu), ou vice-versa (Aquiles). Portanto, o herói tem dimensão semidivina.
Nunca fui muito de idolatrar pessoas ou mesmo de ter heróis. Sempre digo que meu ídolo, meu modelo preferido, é Jesus. Tenho muita admiração por ele. Mas, ultimamente, uma pessoa que não tem essa importância divina, que é bem terreno mesmo, tem chamado minha atenção e conquistou minha admiração. Trata-se do presidente do Supremo Tribual Federal, Carlos Ayres Britto. O texto abaixo, nos informa sobre sua aposentadoria.

“Sergipano, Ayres Britto foi indicado para o STF pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003. O ministro assumiu a presidência da corte no dia 19 de abril de 2012, nove anos após ingressar no tribunal.
A gestão do ministro que presidiu o julgamento do mensalão, o maior da história do STF, terá exatos sete meses de duração. Em situações normais, os mandatos dos presidentes do tribunal se estendem por dois anos.
O curto mandato do ministro Carlos Ayres Britto na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) já tem data para se encerrar: dia 18 de novembro, data em que ele completa 70 anos.
A Constituição determina que os servidores públicos têm de se aposentar, compulsoriamente, aos 70 anos.”


Quando soube disso, lamentei profundamente. Não lembro quando passei a admirá-lo, mas certamente foi justamente pelo seu modo íntegro, honesto e direto de ser.
Lembro de vê-lo discursando, seja como relator ou como 'julgador', mas sempre dizendo as verdades mais cruas com um sorriso e um olhar direto para a pessoa que estava sendo julgada. Assim, corajosamente, claro, direto. Gosto disso!
Ainda mais por que me acostumei a não crer em políticos e nem no judiciário.
Recolhendo da internet o texto abaixo, dá pra ter uma noção de seu pensamento:

“Em seu discurso de posse, Britto enalteceu a Constituição Federal, a qual considera a “menina dos olhos da democracia”. “A Constituição conferiu ao magistrado o dever de guardá-la sobre pau e pedra, o que faz do compromisso de posse uma jura de amor”, disse. E anunciou que, como presente de posse, vai distribuir, aos ministros e convidados, uma versão atualizada da Constituição Federal.”
Ainda durante a posse “o ministro Celso de Mello, citou alguns julgamentos importantes dos quais Ayres Britto foi o relator. Entre eles, o que liberou o uso de células-tronco embrionárias para pesquisas científicas, o que autorizou a união civil homossexual e o que discutiu a demarcação de terras indígenas da Reserva Raposa Serra do Sol.

Esse modo de ver as coisas, de interpretar as Leis, nos mostra uma pessoa com a mente aberta, sem preconceitos, que evoluiu. Não se deixa intimidar por opiniões contrárias e diz aquilo que pensa, faz o que acha certo.
Acostumamos a nos decepcionar com os mandatários da Nação, com aqueles que detém o Poder, mesmo que temporariamente. Nos acostumamos a ver imperar a injustiça, a ver grassar a desonra, o desrespeito com a coisa pública. E até mesmo com a corrupção temos tido tolerância. Muitos políticos são desmascarados, com provas mais do que suficientes, mas nunca são condenados.
Ou melhor, não eram...
Infelizmente, quando surge alguém calmo, tranquilo, que fala as verdades abertamente, sem se alterar e com um sorriso no rosto, essas mesmas Leis, sempre tão conspurcadas e injustamente interpretadas, aplicadas, precisam ser cumpridas. Ele se aposentará.
Ayres Britto é um raro exemplo de sensatez, sobriedade e integridade. E de unanimidade.
Espero nunca descobrir algo que desabone essa imagem que faço dele, embora tenha descoberto ao longo de minha vida, que até mesmo os heróis são falíveis...
Valeu, Ayres Britto!







quarta-feira, 3 de outubro de 2012

ROTINAS




Acredito que a maioria de nós tenha rotinas. Principalmente quem trabalha fora e precisa dela pra se organizar. Quem fica em casa também, por que senão as coisas desandam, viram um caos.
Mas, Meu Deus, como a rotina pode ser benéfica e massacrante ao mesmo tempo! Nossa!
Já viu o filme Feitiço do Tempo? É um filme com Bill Murray, mas que está sempre repetindo (um paradoxo isso, não?). Abaixo, a sinopse comentada:
“Um evento inexplicável mantém um repórter especializado em meteorologia vivendo sempre o mesmo dia. À primeira vista, “Feitiço do Tempo” (Groundhog Day, EUA, 1993) é apenas uma simpática e despretensiosa comédia com um pequeno toque de realismo fantástico, na tradição de obras como “A Felicidade Não se Compra”. O filme de Harold Ramis funciona perfeitamente nesse nível elementar, mas é também uma parábola sobre crescimento e maturidade. Em resumo, o filme funciona como uma fábula sobre como alguém pode aprender a utilizar em proveito próprio as dificuldades da vida, usando-as para se tornar uma pessoa melhor.”
Ou seja, embora os eventos se repitam, todos os dias ele tem a oportunidade de mudar as coisas, de fazer diferente. Consequentemente, alterando o resultado.


Me peguei nesse Feitiço do Tempo inúmeras vezes, mas ultimamente chega a ser surreal.
Semana passada, estava indo trabalhar e, em determinado ponto da minha rua, vem outro carro na direção contrária. Ao passar por mim, olho para o interior e vejo um homem, camiseta branca, bocejando e se espreguiçando. No dia seguinte, exatamente no mesmo ponto, a cena se repete. Mas era tudo igual mesmo! Até a mesma camiseta branca, o mesmo jeito de se esticar, tudo! Por um segundo fiquei desnorteada, sem saber que dia era.

Quando estaciono meu carro, próximo ao trabalho, encontro uma moça, que sai do prédio em frente, atrasada para pegar um ônibus. Outro dia, vi o motorista parar fora do ponto, pois ela se atrasou mais do que o normal (ou ele se adiantou, não sei). E TODOS (!) os dias, é aquela correria dela pra pegar o ônibus.
Ao passar por outra moça que leva o cachorro pra passear, TODOS os dias, quando me aproximo, ele está lá, fazendo xixi na mesma árvore, no mesmo horário.
Tem também a moça que sai da garagem (com dificuldade, pois é estreita), quando eu me aproximo e vai na contramão por um pedacinho da rua até chegar a um estacionamento e sair pela rua em frente (todos os dias ela tem a rotina de cometer a mesma infração).
As rotinas nos fazem bem quando dão segurança, mantendo nossa organização, garantindo que tudo saia como o planejado. E só.
No mais, a rotina empobrece nosso dia, pois o faz sempre igual, com pequenas alterações.
Não gosto desse comportamento maquinal, de esteira de fábrica, que é só repetição (aliás, seria o último lugar para eu trabalhar, por que não suportaria aquela mecanização do ser humano. Passaria o dia inventando um jeito de fazer as coisas diferentes, mais fácil, para mim e para os outros).

A rotina pode ser conveniente. Todos os dias ao ir para o trabalho passo pela mesma rua para entrar em outra. Embora tenha mais três opções de rua de atalho, mas essa facilita, por que é mais curta e não tem morros, como as outras. Mas fico enjoada de fazer aquele trajeto, tenho vontade de mudar.
Preciso sair sempre no mesmo horário, em virtude do trânsito, e isso também me cansa.

Ao mesmo tempo que a rotina dá segurança e conforto, ela me faz sentir refém. Preciso constantemente de estímulos e me sinto dividida entre me sentir segura ou estimulada. Gosto de novidades, fico mais alerta, os olhos mais abertos, a expressão mais alegre e, por isso, a rotina me deixa estressada. Gosto de tentar me adaptar ao novo, de ver como funciona, me encanto. Ao mesmo tempo, quando faço algo fora da rotina no meu dia, fico muito ansiosa até chegar o momento da mudança. Basta uma consulta médica, por exemplo. Passo o dia inteiro tentando planejar o passo-a-passo para que tudo dê certo. Ao mesmo tempo, se compro algo novo, principalmente eletrônico, quero saber como funciona e gosto de aprender sozinha, sem os manuais. Vibro a cada descoberta. Também gosto da coisa inesperada, do tipo “hoje a aula será diferente”.
Tem pessoas que são mais rígidas e não gostam da mudança na rotina por perderem o controle da situação e também pelo estímulo, pela novidade, que as incomoda. Têm dificuldades na adaptação.
Um local perfeito para esse teste é o de trabalho. A maioria resiste às mudanças, não se adapta e diz: “por que antes era assim...” Há a necessidade de um psicólogo organizacional para isso, para as transições, a fim de que as coisas e pessoas mudem gradualmente, gerando menos estresse e inconformismo (e até mais produtividade).
E aí? Preparado(a)? O que vamos fazer fora da rotina hoje?